Palavras Que Pareciam Perdidas

09
nov
Poesia

Palavras Que Pareciam Perdidas

Olhei para o céu
E vi o infinito pintado de azul.
Nas brincadeiras de criança, o vento
Tomava do algodão das nuvens, desenhava,
Na imaginação, histórias sem fim, porque
Se ora era dragão, ora virava anjo!
Sem que se pedisse, ao piscar dos olhos,
A princesa transformava-se em castelo.
Não quis continuar.
O tempo atrelou meus pensamentos.
Queria fugir, ficar ou ir-me ao celeste,
À realidade se fez presente!
Senti que a vida havia me levado longe,
Não cabia mais brincar de infante,
Pois se outrora as pipas dançavam às brisas,
Hoje me vejo marcado com as rugas de tantos ontem!
Mas sonhos não cessam,
Esperança não morre!
Uma pequenina chama,
Se faz presente em meu coração.
O que será, pergunto apressado…
Sinto meu ser sendo aquecido,
Curiosamente espreito,
No espaço, uma voz me chama!
Não temo, pois é pensar,
Porque temer, se uma luz lhe acompanha?
Como nas nuvens estivesse,
Flutuo no seguir a Luz ou a Palavra?
Que pensas, se são uma só!
Vou, já não como um sonho,
Mas sigo na certeza, no caminho,
Pois sinto a vida ali florescer.
Ora pois velho menino,
Quem pensas que te acompanhou
Por toda a sua história.
Tantas vezes fostes chamados,
Mas parece que não escutou.
Precisou atravessar mares,
Para que hoje possa dizer:
– Jesus, aqui estou!

EPrugner